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Aveia: do plantio à colheita

September 18, 2019

 

Aveia

Avena sativa L.
 

Gramínea de ciclo anual, semeada no inverno nas nossas condições. A aveia cultivada no Estado de São Paulo é do grupo bioclimático “de primavera”, podendo ser das espécies A. sativa (branca), A. byzantina (amarela) e A. strigosa (preta), que podem ser cultivadas nas condições de sequeiro e/ou de irrigação por aspersão, nos locais onde ocorre acentuada deficiência hídrica. Nessas condições, altos rendimentos em grãos por área e estabilidade de produção são obtidos. Pode-se objetivar a produção de grãos ricos em calorias e proteínas, com utilização na dieta humana e animal, assim como a produção de forragem com alto valor nutritivo, muito utilizada no período de inverno para a dieta animal.

 

As cultivares denominadas de ciclo precoce apresentam ciclo variando de 100 a 120 dias, enquanto as de ciclo longo geralmente apresentam mais de 135 dias de ciclo. A cultura é semeada em sucessão a outras de verão (soja, milho, feijão, arroz, etc.), possibilitando, no período de um ano, o plantio de duas culturas na mesma área. A aveia apresenta boa tolerância ao alumínio tóxico no solo e no subsolo, sendo mais tolerante que o trigo e para algumas cultivares é necessário aplicar calcário para a correção da acidez e/ou usar cultivares tolerantes ao crestamento.

 

Cultivares: IAC 7, de ciclo curto e porte baixo e IAC 8 Bellatrix, de ciclo longo e porte alto.

 

Época de semeadura: região homogênea de adaptação 2 - entre 1.o de abril e 31 de maio, sendo tolerada até 15 de junho; região homogênea de adaptação 3 - entre 1.o e 30 de abril, sendo tolerada até 15 de maio; região homogênea de adaptação 4 - entre 15 de abril e 31 de maio. A utilização de cultivares de diferentes ciclos em diferentes épocas de semeadura é indicada para reduzir riscos causados por adversidades climáticas. A espécie desenvolve-se bem em baixas temperaturas. No início da época de semeadura, deve-se dar preferência às cultivares de ciclo tardio, enquanto as de ciclo precoce são mais indicadas para o fim da época de semeadura.

 

Espaçamento: para as condições de sequeiro, de 15 a 17 cm entrelinhas, empregando-se de 50 a 70 sementes viáveis por metro linear. Para as áreas irrigadas, de 50 a 60 sementes viáveis por metro linear, para sistema de plantio direto ou convencional, respectivamente. A profundidade de semeadura deve ser de 2 a 5 cm, com preferência para a semeadura em linha, por distribuir uniformemente as sementes, propiciando maior eficiência na utilização de fertilizantes e menor possibilidade de danos às plantas, quando do emprego de herbicida em pré-emergência.

 

Sementes necessárias: 60 a 80 kg por hectare, de acordo com o sistema de cultivo.

 

Calagem e adubação: de acordo com a análise do solo, aplicar calcário para elevar o índice de saturação por bases a 70%. Não empregar mais de 4 t ha-1 ao ano. Na semeadura, de acordo com análise do solo, aplicar 20 kg ha-1 de N, de 20 a 80 kg ha-1 de P2O5 e de 10 a 60 kg ha-1 de K2O. Para a cultura semeada após a cultura da soja, não aplicar nitrogênio por ocasião da semeadura. Em cultivos sob irrigação aplicar no máximo 40 kg ha-1 de N em cobertura, aos 25-30 dias após a emergência para cultivares precoces e no máximo aos 45-50 dias para as cultivares de ciclo mais longo (período de emborrachamento superior a 55 dias).

 

Micronutrientes e enxofre: a adubação de semeadura deve ser complementada com 10 kg ha-1 e 20 kg ha-1 de S para a cultura de sequeiro e irrigada, respectivamente. Em solos com teor de Zn (método DPTA) inferior a 0,6 mg dm-3 deve-se aplicar 3,0 kg ha-1 de Zn e 1,0 kg ha-1 de B em solos com teor de B (método da água quente) inferior a 0,3 mg dm-3.

 

Irrigação: utilizar o método proposto por Silva et al. (1984), que consiste em uma irrigação inicial de 40 a 60 mm após a semeadura, com a finalidade de umedecer o perfil do solo, bem como a instalação de tensiômetros em diversos pontos, à profundidade de 12 cm. As irrigações complementares serão efetuadas quando a média das leituras dos tensiômetros indicar -0,06 Mpa, determinando-se a lâmina líquida a ser aplicada, pela evaporação acumulada, medida no tanque classe A, entre os intervalos das irrigações.

 

Controle de plantas daninhas: consiste em utilizar características ecológicas da cultura e da planta infestante, de maneira que a primeira leve vantagem na competição. Podem ser citados a época de semeadura recomendada, o espaçamento e a densidade de semeadura. O controle mecânico é utilizado em pequenas áreas e caracteriza-se pela realização de capina, enquanto o controle químico por meio de herbicidas considera a eficiência do controle em grandes áreas. O uso e a adoção, por parte dos agricultores, da melhor opção de controle, deverão ser decididos para cada caso.

 

Principais pragas: pulgões (pulgão-verde dos cereais; pulgão-do-colmo; pulgão-da-folha e pulgão-da-espiga) e percevejo barriga-verde. Produtos registrados para controle: Clorpirifós, Dimetoato, Fenitrotiona, Imidacloprido e Tiametoxam. Lagarta-da-aveia e lagarta-militar. Produtos registrados para controle: Alf-cipermetrina + Teflubenzurom, Beta-ciflutrina, Clorpirifós, Diflubenzurom, Fenitrotiona, Lambda-cialotrina, Lufenurom, Permetrina, Triflumurom.

 

Principais doenças: as doenças como oídio, ferrugem-da-folha induzida pela Puccinia coronata f.sp. avenae, mancha-da-folha induzida por Pyrenophaera avenae ou Drechslera avenae, mancha marrom induzida por Cochliobolus sativus (Bipolaris sorokiniana) e carvão-da-aveia (Ustilago avenae) são muito favorecidas por condições climáticas tais como altas temperaturas e precipitações pluviais frequentes.

 

Mais recentemente, com o incremento na área de cultivo no sistema plantio direto, em que restos de cultura permanecem na superfície do solo, o agente necrotrófico, denominado mancha-da-folha vem preocupando. Produtos registrados para controle: Ciproconazol, Epoxiconazol, Propiconazol, Metaconazol, Tebuconazol, Azoxistrobina, Trifoxistrobina + Tebuconazol, Azoxistrobina + Ciproconazol, Ciproconazol + Propiconazol, Cresoxim-

-metílico + Epoxiconazol, Piraclostrobina + Epoxiconazol, Piraclostrobina + Metaconazol e Trifloxistrobina + Protioconazol.

 

Colheita: o processo de colheita é considerado de extrema importância, tanto para garantir o rendimento da cultura quanto para assegurar a qualidade final dos grãos. Para reduzir perdas quali-quantitativas, deve-se tomar cuidado em relação à regulagem da colhedora. À medida que a colheita vai sendo processada, as condições de umidade do grão e da palha variam, sendo necessário realizar novas regulagens.

 

Secagem: é uma operação crítica na sequência do processo de pós-colheita. Como consequência da secagem, podem ocorrer alterações significativas na qualidade do grão. O teor de umidade indicado para se armazenar a aveia colhida é 13%. Desse modo, todo o produto colhido com umidade superior à indicada para o armazenamento, deve ser submetido à secagem. A temperatura máxima da massa de grãos de aveia não deve ultrapassar 60 oC, para a manutenção da qualidade tecnológica do produto.

 

Produtividade normal: sequeiro, de 2 a 3 t ha-1 e sob irrigação por aspersão, de 3 a 4,5 t ha-1 (grãos). A produtividade de palha oscila de 13 a 15 t ha-1 nas condições de sequeiro, enquanto sob irrigação pode-se obter acima de 20 t ha-1.

 

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