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Baunilha: do plantio à colheita

September 13, 2019

 

Baunilha

Vanilla planifolia Andr., pompona Schiede e V. tahitiensis J.W. Moore

 

A baunilha é uma especiaria empregada como aromatizante. A planta, pertencente à família Orquidaceae, é nativa do Sudeste do México, da Guatemala e de outras partes da América Central. É largamente cultivada em Madagascar, Ilhas Reunião e Comores, além do México. No Brasil, a principal área de cultivo está no Estado da Bahia, havendo também alguns cultivos no litoral de São Paulo. É planta perene, herbácea, sarmentosa e vegeta melhor em condições de sombreamento (30% a 50%), embora produza mais flores e frutos quando mais exposta ao sol. O fruto plenamente desenvolvido deve ser colhido antes da maturação final, fermentado e curado antes da comercialização. A baunilha é usada largamente na aromatização de sorvetes, chocolates, bebidas e produtos de confeitaria, além de ser também utilizada em perfumaria e, em pequena escala, para fins medicinais.

 

Clima e Solo: é planta de clima tropical, vegeta bem em regiões com temperatura média superior a 21 °C e precipitação anual entre 1.500 a 2.500 mm. A ocorrência de um período seco de aproximadamente dois meses (junho e julho) é importante para a indução de um bom florescimento. O solo deve ser bem drenado e não compactado.

 

Época de plantio: outubro a janeiro.

 

Espaçamento: 2,5 a 3,0 m x 1,2 a 1,5 m, dependendo das práticas culturais adotadas. Preencher as covas, de 30 x 30 x 30 cm, com serrapilheira. Após o plantio da estaca, efetuar a amontoa.

 

Controle da erosão: plantio em curvas de nível ou em terraços.

 

Outros tratos culturais: devido ao sistema radicular superficial, não executar capinas após o plantio. O uso de cobertura morta, bastante benéfico, deve ser feito regularmente.

 

Podas: a ponta da baunilheira é usualmente cortada (7 a 10 cm), de janeiro a março, visando estimular a inflorescência nas axilas das folhas dos ramos pendentes. Após a colheita, as hastes velhas e de pouco vigor são eliminadas.

 

Suportes e Condução: a baunilheira requer tutor para se desenvolver. Árvores de pequeno porte, tais como Gliricidia sepium, Jatropha curcas, Leucena glauca, Erythrina bertoroana ou Bauhinia purpurea, são utilizadas como suportes vivos. Também suportes inertes como mourões (verticais) e bambus ou madeira (horizontal) podem ser utilizados. Deve-se evitar o uso de arame, pois este corta facilmente as hastes.

 

Conduzir a planta a uma altura conveniente para facilitar polinizações e colheitas. Enrolar as hastes em torno dos galhos baixos das árvores-suporte ou sobre bambus ou galhos de árvores (suporte inerte), de forma a ficarem pendentes.

 

Polinização: setembro a dezembro. A polinização manual é indispensável à formação de frutos. O número de inflorescências e flores por planta e o número de flores a serem polinizadas dependem do vigor das plantas. Usualmente, em plantas vigorosas, são polinizadas de 8 a 10 flores em cada inflorescência e de 10 a 20 inflorescências em cada planta.

 

O rendimento da operação varia de 1.000 a 2.000 polinizações por homem-dia. A baunilheira começa a florescer no terceiro ano após o plantio, dependendo do tamanho da estaca usada, e a máxima produção de flores é alcançada entre 7 e 8 anos.

 

Controle de pragas e doenças: mediante manejo cultural boa drenagem, sombreamento leve, espaçamento adequado, uso de cobertura morta especialmente durante períodos de seca, aplicação de matéria orgânica anualmente e polinização moderada. Há espécies resistentes às mais importantes doenças, que podem ser hibridizadas com V. planifolia.

 

Colheita: março a julho. Colher os frutos completamente desenvolvidos e em início de maturação, evidenciada pela coloração amarelada de suas pontas. A cura dos frutos deve ser iniciada logo após a colheita.

Produtividade normal: variável. Uma boa cultura pode produzir de 500 a 800 kg de frutos curados/hectare/ano, durante uma vida útil de cerca de sete a dez anos.

 

Culturas intercalares: necessita sombreamento leve (ao redor de 50% a 70% de insolação). Plantar quebra-ventos quando necessário.

 

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