AgricOnline

Avenida João Paulo II, Vila Lenira, Colatina -ES

 atendimento@agriconline.com.br

CNPJ: 32.106.995/0001-66

Feijão: do plantio à colheita

August 26, 2019

Feijão

(Phaseolus vulgaris L.)
 

 

 

Espécie originária do continente americano, o feijão constitui alimento básico e principal fonte de proteína vegetal do povo brasileiro. Tem ciclo curto, entre 65 a 110 dias, com hábito de crescimento determinado ou indeterminado e dossel de 40 a 60 cm de altura.

 

Cultivares: Grupo Diversos/tipo Carioca - IAC Alvorada (ciclo médio de 92 dias, hábito de crescimento tipo III, porte semiereto), IAC Formoso (ciclo médio de 85 dias, hábito de crescimento tipo II, porte semiereto), IAC Imperador (ciclo médio de 75 dias, hábito de crescimento tipo I, porte semiereto), IAC Milênio (ciclo médio de 92 dias, hábito de crescimento tipo III, porte semiereto); Grupo Diversos/tipo Rajado - IAC Boreal (ciclo médio de 75 dias, hábito de crescimento tipo I, porte ereto), IAC Harmonia (ciclo médio de 75 dias, hábito de crescimento tipo I, porte ereto), Grupo Preto/tipo Preto - IAC Diplomata (ciclo médio 92 dias, hábito de crescimento tipo II, porte ereto) e IAC Una (ciclo médio de 94 dias, hábito de crescimento tipo II, porte ereto).

 

Clima e solo: temperaturas médias entre 18 °C e 28 °C, porém sem ocorrência de geadas. Solos soltos, friáveis, não sujeitos ao encharcamento, com horizonte B textural; Argissolos (horizonte A profundo) ou Latossolos de textura argilosa ou média, com adequada drenagem natural, sem compactação.

 

Época de semeadura: conforme o zoneamento agrícola, em três épocas - feijão das águas (de agosto a outubro); feijão da seca (de meados de dezembro a março) e feijão de inverno irrigado (de abril a junho). No sul do Estado de São Paulo recomenda-se antecipar a semeadura da seca para meados de dezembro, pela menor incidência de mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B).

 

Espaçamento: para cultivares com hábito de crescimento tipo I utilizar 40 ou 45 cm entrelinhas com densidade final de 12 plantas por metro; para cultivares com hábito de crescimento tipo II utilizar 50 cm entrelinhas com densidade final de 10 a 12 plantas por metro; para cultivares com hábito de crescimento tipo III utilizar 50 a 60 cm entrelinhas com densidade final de 8 a 10 plantas por metro.

 

Sementes necessárias: 60 a 90 kg ha-1 de sementes, dependendo do tamanho dos grãos e do espaçamento adotado, com densidade populacional pretendida entre 180 a 240 mil plantas ha-1.

 

Calagem e adubação: feitas com base em resultados de análise do solo e produtividade esperada. Aplicar quantidade de corretivo para elevação do índice de saturação por bases a 70%. No sistema de plantio direto (SPD) aplicar quantidades frequentes e superficiais entre 1 a 2 t ha-1.

 

Na semeadura do feijão das águas e da seca aplicar 10 kg ha-1 de N, 90 kg ha-1 de P2O5 e 60 kg ha-1 de K2O, para produtividade média de até 3 t ha-1 de grãos, enquanto para o feijão de inverno, aplicar 20 kg ha-1 de N, 90 kg ha-1 de P2O5 e 100 kg ha-1 de K2O, para produtividade média até 4,5 t ha-1 de grãos. Em cobertura, aos 15 a 30 dias após a emergência das plantas, aplicar 40 a 90 kg ha-1 de N. Parcelar doses recomendadas de K2O maiores que 50 kg ha-1, em cobertura, junto com o N. Em solos com deficiência, aplicar de 20 a 30 kg ha-1 de S, até 3 kg ha-1 de Zn e 1 kg ha-1 de B.

 

Irrigação: complementar ou suplementar, quando necessária, em situação de restrição hídrica temporária como nas safras da seca e veranicos, e mais prolongada, no outono-inverno.

 

Controle de infestantes: utilizar métodos preventivos, culturais, manuais (capinas), biológicos, mecânicos (cultivadores), químicos (herbicidas) ou associar alguns deles (manejo integrado). Consultar assistência técnica para recomendar herbicidas em aplicações de pré-plantio incorporado (PPI); pré-emergência (PRE); pós-emergência da cultura (POS) ou pós-emergência, mas em pré-plantio da cultura. No SPD dessecar a fitomassa antecessora com herbicidas específicos, na pré-semeadura do feijão.

 

Principais doenças: antracnose, crestamento bacteriano, ferrugem, mancha angular, mancha-de-alternaria, mofo branco, mosaico dourado, murcha  de curtobacterium; murcha de fusarium e oídio. Consultar assistência técnica para recomendação de fungicidas.

 

Dependendo da cultivar, pode-se reduzir em até 30% a quantidade do defensivo a ser aplicada.

 

Principais pragas: ácaros, cigarrinhas, lagartas, larva-minadora e mosca-branca, quase sempre nos períodos de seca; percevejos, pulgões, tripes, vaquinhas e surtos esporádicos de lesmas. Consultar assistência técnica para recomendação de inseticidas. Controle de carunchos deve ser feito por expurgo, preferencialmente com fosfina, pela facilidade de uso.

 

Colheita: no período da manhã, com as plantas secas, sem a maioria das folhas e teor de água nas sementes ao redor de 20%. Arranquio e enleiramento das plantas feitos manualmente, seguidos de secagem e separação mecânica dos grãos da palha com recolhedoras-trilhadoras. Colheita mecânica com colhedoras ou ceifadora/enleiradora e recolhedora/trilhadora.

 

Produtividade normal: dependendo das condições ambientais e do sistema de cultivo, entre 1.500 e 3.000 kg ha-1, em média. Nos cultivos irrigados e de alta tecnologia, possibilidade de se obter rendimentos médios de até 4.500 kg ha-1.

 

Rotação: com culturas antecessoras que deixam grande quantidade de massa vegetal na superfície do solo, como aveias branca e preta, braquiárias, centeio, milho, milheto, sorgo, trigo, triticale e leguminosas adubos verdes como crotalária júncea, guandu, mucuna-preta e soja. Evitar nabo forrageiro em áreas com mofo branco, doença causada por Sclerotium sclerotiorum.

 

Quer se tornar um especialista em interpretação de análise de solos e recomendação de adubação, calagem e gessagem? CLIQUE AQUI

 

 

 

 

Please reload

Our Recent Posts

Conheça os Adjuvantes e Surfactantes para agricultura

February 6, 2020

Mandioca: do plantio à colheita

February 4, 2020

Conheça os fosfatos naturais

January 29, 2020

1/1
Please reload

Tags

Please reload