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Alface: do plantio à colheita

 

Alface

Lactuca sativa L.

 

A alface é originária da região mediterrânea. Ao redor do ano 4500 a.C. já era conhecida no antigo Egito, onde foi domesticada, chegando ao Brasil no século XVI, trazida pelos portugueses. É diurética, depurativa e usada contra insônia. Destaca-se pelo conteúdo de vitaminas A, C e minerais. A alface no Estado de São Paulo, segundo o IEA/CATI em 2011, ocupou área de 10.324 ha, com produtividade de 19,7 t ha-1.

 

Cultivares principais: Grupo lisa de verão - Lidia, Elisa, Regiane, Karla, Stella, Regina 500; Grupo lisa de inverno - Inês, Marcela e outras cultivares utilizadas no verão; Grupo crespa de verão - Vanda, Veneranda, Thaís, Solaris, Amanda, Vera, Gizelle, Brida, Marianne, Melissa, Camila, Solaris, Ceres; Grupo crespa de inverno - Inaiá, Bruna, Milena, Malice e outras cultivares utilizadas no verão; Grupo americana de verão - Lucy Brown, Laurel, Angelina, Gloriosa, Irene, Teresa; Grupo americana de inverno - Raider Plus, Graciosa, Silvana, Maisa; Grupo mimosa de verão - Lavinia, Salad Bowl, Bolinha, Green Ball; Grupo mimosa de inverno - todas cultivares utilizadas no verão; Grupo romana de verão - Sophia, Romana Balão; Grupo romana de inverno; Sophia e outras utilizadas no verão; Grupo roxa de verão - Maira, Mila, Scarlet, Pira Roxa, Roxane, Red Star, Carmoli; Grupo roxa de inverno - as mesmas utilizadas no verão; Grupo “Baby Leaf” - Romana Baby Rome, Salanova, Crespa Green Frizzly, Crespa Red Frizzly e diversas TPC da Top Seed; Grupo Crocante - Crocante TE -112, Crocante SVR 2005.

 

Clima e solo: as temperaturas mais adequadas situam-se entre 15 e 20 oC. As cultivares com pendoamento mais lento são recomendadas para o cultivo no verão. A alface prefere solos de textura média, podendo ser cultivada também em solos de textura arenosa e argilosa.

 

Época de plantio: o ano todo, no Planalto Paulista. O cultivo nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, devido às altas temperaturas e chuvas intensas, é mais difícil. Ocorre maior incidência de doenças e de perdas. Em períodos ou regiões de chuvas intensas o sistema de cultivo protegido (estufa agrícola) constitui-se em boa opção em relação ao sistema tradicional, no campo.

 

Espaçamento: 0,20 a 0,35 m x 0,20 a 0,35 m entrelinhas e entre plantas, respectivamente.

Sementes e mudas necessárias: considerando 7.000 m2 de canteiros em 1 ha, são necessárias entre 90.000 e 130.000 sementes ou mudas.

 

Calagem e adubação: aplicar calcário, incorporando desde a superfície até 20 cm de profundidade, para elevar a saturação por bases a 80%. Entre 30 e 40 dias antes do plantio, incorporar ao solo de 40 a 60 t ha-1 de esterco bovino bem curtido, ou 1/4 a 1/5 dessas quantidades de esterco de galinha, suínos, ovinos ou caprinos. O composto orgânico, incluindo o húmus de minhoca e o Bokashi pode ser utilizado. Deve ser considerada a quantidade de N do fertilizante orgânico, bem como o aspecto econômico.

 

Os fertilizantes minerais devem ser aplicados entre 7 e 10 dias antes do transplante das mudas. Aplicar sobre a área total do canteiro 30 a 60 kg ha-1 de N, 120 a 360 kg ha-1 de P2O5, 40 a 120 kg ha-1 de K2O, 1 a 1,5 kg ha-1 de boro (B), 1 a 3 kg ha-1 de zinco (Zn) e em solos deficientes, 2 kg ha-1 de cobre (Cu) e 1 kg ha-1 de manganês (Mn). Em cobertura, utilizar de 60 a 120 kg ha-1 de N, parcelando-se essas quantidades de três a cinco vezes, após o transplante das mudas. Doses excessivas de N predispõem a alface à maior incidência de doenças fúngicas e ao acúmulo indesejável de nitrato e nitrito nas folhas.

 

No verão, o excesso de N poderá acarretar a queima de borda das folhas. Em solos com teores baixos ou médios de potássio, recomenda-se a aplicação em cobertura de 30 a 60 kg ha-1 de K2O, dividindo-se essas doses de três a cinco vezes após o transplante das mudas. No caso do cultivo de alface do grupo americana, elevar as doses de potássio em até 30% em relação aos demais grupos. Admite-se ainda a aplicação de fósforo em cobertura, utilizando de 20 a 40 kg ha-1 de P2O5 juntamente com o N e o K. Em solos com teores muito altos de fósforo não realizar cobertura com esse nutriente.

 

No caso de se utilizar a fertirrigação com adubos de alta solubilidade, essas doses de nutrientes devem ser parceladas em maior número de vezes, cuja frequência dependerá da cultivar, da época do ano (verão ou inverno) e do sistema de manejo.

 

Irrigação: deve ser frequente, por aspersão ou gotejamento. Os canteiros devem ser preparados de acordo com o sistema de irrigação a ser utilizado. Evitar o encharcamento do terreno e irrigar no fim da tarde para não propiciar o aparecimento de doenças fúngicas como Pythium e Fusarium.

 

Outros tratos culturais: fazer cobertura morta com mulching plástico, bagacilho de cana moído, “cama” bem curtida de estercos animais, entre outros materiais de cobertura. Controlar plantas daninhas com implementos mecânicos ou herbicidas registrados. Consultar: http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons.

Principais pragas: pulgão, larva-minadora, tripes, lesmas, caracóis e lagartas em geral.

 

Sob cultivo protegido atentar para a incidência de mosca da espécie Fungus gnatus, vetor de Pythium no cultivo hidropônico, além de nematoides no cultivo sequenciado sem rotação. 

 

Principais doenças: fúngicas - míldio, oidio, septoriose, cercosporiose, podridão de Sclerotinia, podridão da saia por Rhizoctonia; bacterianas - Xanthomonas e Erwinia. Citam-se ainda o vírus do mosaico comum da alface e o vírus do mosqueado. Produtos registrados para controle consultar: http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/ principal_agrofit_cons.

 

Observação: recentemente tem sido verificada a incidência do vírus big vein que causa descoloração da nervura nas alfaces do grupo americana. Ocorre principalmente nas estações de temperaturas amenas e períodos de maior variação de temperatura.

 

Colheita: efetuá-la quando a planta ou “cabeça” atingir o desenvolvimento máximo, porém, com as folhas tenras e sem indícios de pendoamento. A precocidade depende da cultivar, clima, local e época de plantio. Em geral, a colheita é feita entre 30 e 45 dias após o transplante das mudas. A colheita é manual, cortando-se as plantas à altura do coleto, logo abaixo das folhas basais.

 

Produtividade normal: 90.000 a 130.000 plantas/ha em campo.

 

Rotação: milho, milho verde, repolho, cenoura, couve-flor, beterraba e feijão-vagem. Evitar cultivos sucessivos de alface, para reduzir a ocorrência de nematoides, podridão de Sclerotinia, queima da saia, míldio e bacterioses. O uso de adubos verdes e fertilizantes orgânicos bem curtidos permite minimizar problemas com nematoides.

 

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