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Pimenta-do-Reino: do plantio à colheita

 

Pimenta-do-Reino

Piper nigrum L.
 

 

É uma planta trepadeira, da família Piperaceae, originária do sudoeste Asiático. As plantas são cultivadas apoiadas em tutores. Os grãos, inteiros ou moídos, são utilizados como condimento, como preservadores de carnes e nas indústrias de conserva. Os óleos essenciais extraídos são utilizados em perfumarias ou consumidos da mesma forma que os grãos.

 

Cultivares: Ballankota, Panniur e Singapura.

 

Clima e solo: a espécie necessita de precipitação pluvial de 1.800 mm/ano, temperatura média de 21 oC e umidade relativa de 80%. Solos sujeitos a encharcamento devem ser evitados.

 

Época de plantio: de outubro a dezembro.

 

Espaçamento: 2,5 x 2 m ou 2 x 2 m.

 

Mudas necessárias: 2.000 a 2.500 mudas/hectare.

 

Formação das mudas: a multiplicação é feita por enraizamento de estacas, que devem ser oriundas de ramos ortotrópicos de pimenteiras sadias, produtivas, e apresentar de 3 a 5 gemas bem formadas. No canteiro de enraizamento ou em sacos plásticos, enterrá-las a 15 cm de profundidade.

 

Covas: devem medir 40 x 40 x 40 cm, abertas ao lado dos tutores, de 30 a 60 dias antes do plantio.

 

Sistema de condução: planta trepadeira, a pimenta-do-reino necessita de suportes ou tutores, que podem ser de concreto ou de madeira, medindo em torno de 2,5 m de altura. Na fase inicial de crescimento, para evitar tombamento, efetuar o amarrio do ramo ao tutor.

 

Adubação de plantio e formação: aplicar no plantio, por cova, 10 kg de esterco de curral ou 3 kg de esterco de galinha ou 800 g de torta de mamona, juntamente com 300 g de calcário e 50 g de P2O5. Antes do florescimento (outubro a novembro) aplicar em cobertura 60 g de nitrogênio (N), 15 g de P2O5 e 45 g de K2O, por planta.

 

Adubação de produção: aplicar, de acordo com a análise do solo, 90 kg ha-1 de N, 50 a 80 kg ha-1 de P2O5 e 50 a 80 kg ha-1 de K2O, parcelando em três vezes: antes, durante e após o florescimento.

 

Outros tratos culturais: consiste no replante de mudas nas falhas decorrentes da morte de mudas no plantio, na coroação, durante as roçadas e/ou capinas e na condução dos ramos que crescem desordenadamente.

 

Principais pragas: a pimenteira é resistente a pragas.

 

Principais doenças: podridões causadas por fungos como Fusarium, Phytophthora, Rhizoctonia e Sclerotium. Ao detectar os sintomas na lavoura devem-se arrancar as plantas infectadas e queimá-las. Existem alguns fungicidas registrados para a cultura.

 

Colheita: a colheita é manual e realizada por repasses, podendo ser colhidos três tipos de produto: pimenta-verde, quando os frutos ainda estão verdes; pimenta-branca, quando os frutos apresentam coloração avermelhada e pimenta-preta, quando os frutos estão verdoengos.

 

Produtividade normal: de 2 a 5 t ha-1 de pimenta-preta.

 

Rotação: é prática recomendável, com culturas não hospedeiras dos fungos causadores das podridões.

 

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