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Tomate: do plantio à colheita

Tomate

Solanum lycopersicum L.

 

 

 

O tomate, pertencente à família Solanaceae, é originário da região andina, que corresponde aos territórios do norte do Chile, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia. O México é o provável centro de domesticação da espécie. As cultivares modernas de tomateiro tendem a se reproduzir por autofecundação das flores, as quais são botanicamente perfeitas. O fruto é do tipo baga e apresenta uma ampla diversidade de forma, tamanho, cor, textura e sabor.

 

A planta é herbácea, podendo ser de hábito de crescimento determinado ou indeterminado. O tipo determinado apresenta plantas de porte rasteiro e não necessita de tutoramento quando o objetivo é a produção de matéria-prima de tomate para processamento industrial. As cultivares de crescimento determinado destinadas à produção de tomate de mesa podem ser conduzidas em culturas rasteiras ou com tutoramento do tipo meia estaca. Por sua vez, as cultivares de crescimento indeterminado apresentam, em geral, plantas de porte alto e necessitam de tutoramento.

 

Essas cultivares são destinadas à produção de tomate de mesa dos diversos segmentos de mercado. O tomate é hoje a mais importante hortaliça cultivada em escala mundial, tanto em volume produzido como em valor comercial. Possui altos teores de licopeno, tiamina, niacina e vitamina C. Embora seja cultivado em ampla faixa de condições climáticas, em sistemas de cultivo ao ar livre ou sob proteção (estufas agrícolas), com e sem solo, o tomateiro tem requerimentos climáticos específicos para os diferentes estádios de crescimento e desenvolvimento.

 

Daí, ser fundamental conhecer muito bem as condições climáticas prevalentes no ambiente onde se pretende implantar a cultura. Com isso, é possível obter altos rendimentos de frutos com boa cotação comercial. A temperatura ótima para o crescimento vegetativo oscila entre 21 e 24 oC, com limites extremos mínimo e máximo de 18 e 32 oC, respectivamente.

 

Temperaturas fora desses limites originam problemas no desenvolvimento da planta em geral, e do sistema radicular em particular. Para maximizar o pegamento de frutos, a faixa ótima de temperatura diurna é de 19 a 24 oC e a noturna, de 14 a 17 oC. Temperaturas noturnas abaixo de 10 oC e superiores a 20 oC causam o aborto de botões florais. Sob temperaturas inferiores a 10 oC e superiores a 30 oC, a síntese do licopeno, pigmento que confere a cor vermelha ao tomate, é afetada, resultando em frutos amarelados ou manchados. O Brasil é o oitavo produtor mundial de tomate de mesa e indústria e o Estado de São Paulo destaca-se como líder, com 26% do total produzido. No Estado, a maior parte da produção concentra-se na zona produtora de Itapeva (57,7%) seguida por Campinas e Mogi-Mirim (15,1%), Itapetininga e Sorocaba (8,1%) e São João da Boa Vista e Franca (5,8%).

 

 

Cultura estaqueada de tomate para mesa: as cultivares podem ser enquadradas

nos seguintes grupos varietais:

 

Grupo Santa Cruz: híbridos Avansus, Kindyo, Débora Max, Débora Pto, Débora Victory, Ellus, Sanni, Clarisse, Catú, Upiá, Delta, Kombat e Carina TY; não-híbridos Santa Clara, Santa Clara VF 600 e Jumbo.

 

Grupo Salada: (a) caqui - híbridos Bagual, Yapussu, Aysso, Supremo R, Antillas,

Heleena RZ, Orco, Gisele, Florida 91, Ellity, Platinum, Rally, Apolo; (b) longa vida – híbridos Itapitã, Maragantu, Ibatã, Amã, Pataxó, Ussú, Alambra, Bona, Carmen, Colossus, Ellen, Marguerita, Nicolas, Sotero, Gaucho Melhorado, Liliane, Alboran RZ, Infinity TY, Natália, Ivety, Lumi, Sheila Victory, Sophia F3, Densus, TY-Fanny, Scala, Paronset, Forty, Tucson, Siluet, Silverty, Gravitet, Dominador, Gladiador, Predador, Serato, Gault e Pomerano.

 

Grupo Italiano/Saladete: não híbrido Caline IPA-6 e híbridos Plutão, Kátia,

Netuno, Saturno, Vênus, Kaiapó, Guacá, Colibri, Cordilheira, Fascínio, Gourmet, Júpiter,

N910, Nun3155, Pizzadoro, Tinto, Andréa Victory, Giuliana, Mariana, Rosana, Tyna, SM-16, Super Puma, Bari, Centenário, Caribe, Supera e Dynamo.

 

Grupo minitomates: (a) cereja vermelho - híbridos Pori, Guaraci, Baby Italiano,

Tropical, Red Sugar, Sindy, Sweet Million, Coco e Pepe; (b) cereja amarelo - híbrido Sweet Gold; (c) “grapes” - híbridos Dulce, Sweet Grape, Angelle, Sweet Heaven, Picollo e Lucy Plus (d) coquetel - híbridos Cascade, Flamel e Vedette.

 

Época de plantio: em função da cultivar - maior ou menor adaptação às condições ambientais - e do fator sócioeconômico - oferta constante ao mercado – a época de plantio varia de uma microrregião para outra. O período de fevereiro a maio é favorável ao melhor desenvolvimento da planta quando, geralmente, obtém-se maior

produtividade, porém, a cotação do produto é baixa. Fora desse período, a produtividade cai, mas os preços podem ser compensadores devido à menor oferta.

 

Formação de muda: atualmente, a maior parte dos produtores prefere adquirir mudas de empresas viveiristas profissionais, que se encontram estabelecidas nas proximidades das principais zonas de cultivo do Estado.

 

Sistemas de condução:

a) Uma planta por cova com uma haste: transplanta-se uma muda por cova

e, na desbrota, devem ser retirados todos os brotos laterais, mantendo apenas a haste

principal. Esse sistema favorece a produção de frutos graúdos, sendo recomendado, em especial, para cultivares do tipo Caqui em que frutos de maior calibre alcançam melhor cotação de preços;

 

b) Uma planta por cova com duas hastes: transplanta-se uma muda por cova

e, na época da desbrota, faz-se a retirada de todos os brotos laterais exceto o que fica

logo abaixo da primeira inflorescência. É recomendado para cultivares híbridas dos tipos Salada longa vida e Santa Cruz, cujas sementes têm preços elevados;

 

c) Duas plantas por cova com uma haste cada: nesse sistema são transplantadas duas mudas por cova e, na época de desbrota, retiram-se todos os brotos laterais, deixando apenas a haste principal de cada planta. É recomendado para cultivares de polinização aberta, como por exemplo, as do grupo Santa Cruz, cujas sementes têm baixo custo.

 

Transplantio e espaçamento: transplantam-se as mudas para o local definitivo quando estiverem com 3 a 5 folhas definitivas ou quando atingirem de 10 a 12 cm de altura. As mudas devem ser rigorosamente selecionadas, descartando aquelas com desenvolvimento anormal ou com sintomas de doenças foliares. Nos sistemas de condução de uma planta por cova, recomenda-se o espaçamento de 1,0 a 1,10 m entre fileiras e de 0,50 a 0,60 m entre plantas; para o sistema de duas plantas por cova, o espaçamento deve ser de 1,0 x 0,70 m. Para lavouras mecanizadas, com fileira dupla, o espaçamento recomendado varia de 0,60 a 0,80 m entre plantas e 0,60 a 0,80 m entre fileiras e de 1,50 a 2,20 m entre as fileiras duplas, dependendo da mecanização adotada.

 

Práticas culturais:

 

Amontoa: essa prática deve ser realizada 15 a 20 dias após o transplantio das mudas, que coincide com a primeira adubação de cobertura. Consiste em chegar terra ao redor das plantas sem cobrir as primeiras folhas, soterrando apenas as hastes. Essa operação, também denominada “chapeação” no sudoeste de São Paulo, pode ser

executada com auxílio de enxada ou mecanicamente, com o implemento bico de pato

(chapinha).

 

Tutoramento, envaramento ou estaqueamento: as cultivares de crescimento indeterminado devem ser tutoradas quando as plantas estiverem com 25 a 30 cm de altura, correspondendo a cerca de 20 dias após o transplantio. Em geral, o tutoramento é realizado logo em seguida à operação de amontoa. Os sistemas de tutoramento recomendados para essas cultivares são:

 

a) Cerca cruzada ou em V invertido: consiste na colocação de mourões de 2,0 m de altura a cada 15 a 20 m de distância entre duas linhas de plantio. Em seguida, um fio de arame n.o 16 ou 18 é esticado entre mourões na altura de 1,70 a 1,80 m do solo; a seguir, são usados tutores, geralmente estacas de bambu de 2,20 m de comprimento, fincadas no solo e apoiadas de maneira inclinada, ao lado de cada planta, cruzando-se duas a duas sobre o fio de arame. A desvantagem desse sistema é a formação de uma câmara úmida e quente na parte interna do V invertido, criando um ambiente favorável à incidência de doenças e dificultando a ação dos agrotóxicos.

 

b) Tutoramento com estacas individuais na vertical: nesse sistema, as estacas ou tutores de bambu com 2,20 m deverão ser fincadas no solo, ao lado de cada planta, que é conduzida individualmente com apenas uma haste. A vantagem desse sistema é a melhor distribuição da radiação solar e da ventilação. Com isso, reduz-se o período de molhamento foliar e, ao permitir que as pulverizações sejam realizadas em ambos os lados da fileira, aumenta-se a eficiência do controle fitossanitário. A maior desvantagem é o maior gasto de mão de obra para a fixação dos tutores;

 

c) Tutoramento vertical com o uso de fitilho: esse sistema pode ser empregado tanto em culturas a céu aberto quanto em casa de vegetação. Consiste em fincar mourões nas cabeceiras dos sulcos de plantio e passar, na horizontal, um arame n.o 16 ou 18 na altura de 1,70 a 1,80 m do solo. Dependendo do comprimento do sulco, a distância entre mourões pode variar dentro da linha de plantio. Para não aumentar o custo com mourões, a distância entre eles pode ser aumentada, mas devem-se fincar estacas de bambu na vertical, nos intervalos entre os mourões para apoiar, e evitar que o arame ceda com o peso das plantas. O tutoramento é iniciado quando as plantas atingirem de 25 a 30 cm de altura, utilizando-se fitilho para a condução das plantas. Na base da planta é feito um laço frouxo com o fitilho que, em seguida, é enrolado à planta.

 

A outra extremidade do fitilho é amarrada ao arame, devendo-se ter o cuidado de deixar uma sobra. À medida que a planta for crescendo, a fita deve ser enrolada em torno da haste, permitindo sua sustentação. A planta pode ser conduzida com uma ou duas hastes dependendo do espaçamento adotado. No espaçamento de 40 a 50 cm entre plantas, pode-se conduzir a planta com duas hastes principais, sendo recomendado o uso de um fitilho para cada haste.

 

d) Tutoramento do tipo meia estaca: recomendado para cultivares do grupo Salada, de crescimento determinado e porte baixo. Nesse sistema, pequenos mourões, com cerca de 1,30 m de altura são fincados nas extremidades das linhas de plantio. Em seguida, um fio de arame n.o 14 ou 16 deve ser amarrado em cada mourão, na horizontal, na altura de 0,40 a 0,50 m do solo. A cada cinco plantas, finca-se uma vara de bambu para sustentar o arame, no qual a planta será amarrada. À medida que a planta ultrapassar a altura do arame, devem ser amarrados aos mourões e paralelamente ao arame, na horizontal, dois fios de fitilho espaçados de 0,30 m. Com esse manejo, as plantas ficam confinadas no espaço entre os fitilhos, evitando o tombamento. Alternativamente, os fitilhos podem ser passados entre as plantas em zigue-zague.

 

Amarrio e desbrota: concluído o tutoramento das mudas, deve ser feito o primeiro amarrio e a primeira desbrota, com a remoção de brotos laterais. As desbrotas subsequentes devem ser realizadas semanalmente, com os brotos ainda novos (2 a 3 cm de comprimento). A remoção dos brotos deve ser feita com as mãos, quebrando-os com auxílio dos dedos polegar e indicador na altura da junção com o caule. Os amarrios das hastes nas varas de bambu devem ser feitos a intervalos de 10 a 15 dias, utilizando fibras vegetais ou artificiais. O amarrio deve formar um oito deitado frouxo, de modo a não causar estrangulamento das hastes.

 

Poda apical: a poda apical, chamada também de capação ou desponta do tomateiro, é recomendada para cultivares de porte indeterminado dos grupos Salada, Italiano/Saladete e Santa Cruz. A poda consiste na eliminação do broto apical ou terminal das hastes do tomateiro. Desse modo, interrompe-se o crescimento vertical da planta. Essa prática tem por objetivo promover o aumento do percentual de frutos com maior calibre, que são os mais valorizados no mercado. Para cultivos em campo, é usual realizar a poda quando a planta estiver com 1,50 a 1,70 m de altura, após a emissão de, no máximo, 7 a 10 pencas. Em cultivo protegido, a poda apical deve ser feita quando a planta tiver em torno de 2,20 m de altura. Nas cultivares de crescimento determinado essa prática é dispensável.

 

Raleio de frutos: o raleio ou despenca de frutos do tomateiro é uma prática cultural imprescindível empregada em cultivares de crescimento indeterminado. Consiste na retirada do excesso de frutos existentes nos racemos, com o objetivo de obter frutos graúdos e de tamanho padronizado, de forma a atender a mercados mais exigentes. Para as cultivares dos grupos Santa Cruz e Italiano/Saladete, é recomendável fazer o desbaste, deixando-se cerca de seis frutos por racemo, eventualmente até oito, se estiverem uniformes, até o 4.o ou 5.o racemo.

 

Nos racemos seguintes, sugere-se deixar um número menor de frutos (quatro a seis). Nas cultivares do grupo Salada ou Caqui, o número de frutos por racemo deve ser reduzido, deixando-se quatro a cinco frutos nos três primeiros racemos e três a quatro frutos nos racemos seguintes. Deve ser ressaltado que, em algumas cultivares dos grupos Salada, Santa Cruz e Italiano/Saladete, há pegamento de poucos frutos por racemo devido à tendência de aborto natural de botões florais. Nessas cultivares, a prática do raleio de frutos não é necessária.

 

Calagem e adubação: dois a três meses antes do plantio, aplicar calcário, de preferência magnesiano ou dolomítico, para elevar a saturação por bases a 80% e o teor de magnésio ao mínimo de 9 mmolc dm-3. No caso da utilização de calcário finamente moído do tipo filler ou parcialmente calcinado, a aplicação poderá ser realizada de um a dois meses antes do plantio. Após a incorporação do calcário, irrigar o local para acelerar a reação do corretivo no solo. A incorporação do calcário deve ser uniforme desde a superfície até 30 cm de profundidade. Isso possibilita uma boa distribuição das raízes do tomateiro no perfil do solo, importante para a obtenção de boas produtividades.

 

O cálculo da quantidade de calcário a aplicar com base na porcentagem de saturação por bases do solo estabelece a correção da acidez até 20 cm de profundidade. Deverão ser ajustadas as quantidades de calcário a aplicar quando o objetivo for corrigir o solo a maiores profundidades.

 

Adubação orgânica: de 30 a 40 dias antes do plantio, incorporar ao solo 20 a 30 t ha-1 de esterco bovino bem curtido, ou 1/4 a 1/5 dessas quantidades de esterco de galinha, suínos, ovinos ou caprinos. O composto orgânico, incluindo o húmus de minhoca e o Bokashi, pode ser utilizado, devendo ser considerados o custo e a quantidade de N do fertilizante orgânico. A torta de mamona pré-fermentada é outro produto útil como fonte orgânica de nutrientes, atua no controle de nematoides, e doses de 100 a 130 g por cova são técnica e economicamente viáveis para o tomateiro.

 

A aplicação deve ser feita cerca de 40 dias antes do plantio. Deve ser ressaltado que o fertilizante orgânico, além de melhorar as características físicas do solo e fornecer parcialmente nutrientes às plantas, também proporciona certo controle de nematoides quando presentes em áreas continuamente cultivadas com tomateiro.

 

Adubação mineral em pré-plantio: aplicar, 8 a 15 dias antes do transplantio das mudas, 60 a 80 kg ha-1 de N, 300 a 900 kg ha-1 de P2O5 e 100 a 300 kg ha-1 de K2O, de acordo com a análise do solo. Acrescentar à adubação de plantio, 20 a 40 kg ha-1 de enxofre (S); 1,5 a 2,5 kg ha-1 de boro (B); 3 a 5 kg ha-1 de zinco (Zn) e, em solos deficientes, 2 a 4 kg ha-1 de cobre (Cu) e 1 a 2 kg ha-1 de manganês (Mn). Recomenda-se a utilização de 1/3 a 1/4 do fósforo em pré-plantio na forma de termofosfato que contém, cálcio, magnésio, micronutrientes e silício, além do fósforo.

 

Adubação de cobertura para tomate no campo :

a) utilização de fertilizantes sólidos: conforme a análise do solo, aplicar 200 a 400 kg ha-1 de N; 100 a 200 kg ha-1 de P2O5 e 200 a 400 kg ha-1 de K2O, parcelados em 8 a 12 vezes, com intervalos de 10 dias. As doses maiores devem ser utilizadas em solos de baixa fertilidade e para híbridos de alta produtividade. O excesso de N promove desenvolvimento vegetativo exagerado e a ocorrência de podridão apical dos frutos, além de retardar o ciclo da cultura. Recomenda-se aplicar parte do N na forma nítrica, pois o excesso de N na forma amoniacal pode causar toxidez às plantas e predispor o tomateiro a algumas doenças fúngicas.

 

b) adubação de cobertura através de fertirrigação: em diversas regiões do Estado de São Paulo, vem crescendo a utilização de fertilizantes altamente solúveis aplicados nos sistemas de gotejamento e pivô central. Quando do cálculo das quantidades a aplicar de fertilizantes, deve-se considerar a marcha de absorção de nutrientes pelo tomateiro durante o ciclo de desenvolvimento e produção. Os fertilizantes devem ser aplicados três vezes por semana, em média, desde o transplantio da muda até o final da colheita.

 

No início do crescimento, as doses de fertilizantes são menores e devem ser aumentadas de maneira gradativa até a fase de formação e colheita dos frutos. É importante a análise periódica da qualidade da água de irrigação e do solo, devido à possibilidade de salinização, entre outros aspectos. Uma sugestão de doses de nutrientes em cobertura via fertirrigação é a seguinte (em kg do nutriente por ha): N = 200 a 400; P2O5 = 100 a 200; K2O = 200 a 400; Ca = 120 a 200; Mg = 60 a 100; S = 60 a 100. Recomenda-se monitorar as adubações e o desenvolvimento das plantas com análises frequentes do solo e de folhas. Quanto aos micronutrientes, além da aplicação em pré-plantio e via foliar, estes devem ser fornecidos por meio da fertirrigação, em geral na forma de quelatos e alguns na forma de sais.

 

Adubação foliar: pulverizar as plantas com ácido bórico a 0,1%, sulfato de zinco a 0,3%, cloreto de cálcio a 0,2% e sulfato de magnésio heptaidratado a 0,2%, cerca de 20 dias após o pegamento das mudas e a cada 20 a 30 dias. Em solos deficientes, aplicar sulfato de cobre a 0,3%, separadamente dos demais produtos. É importante utilizar espalhante adesivo. Não misturar os fertilizantes foliares com agrotóxicos. No comércio existem produtos que contêm todos esses nutrientes de forma compatível em uma mesma solução. Observar as concentrações e indicações de doses no rótulo.

 

Irrigação: é uma prática fundamental para a obtenção de boas produtividades e frutos de qualidade. No Estado de São Paulo, predominam três sistemas de irrigação.

 

a) Inundação: a água é transportada por gravidade e distribuída por canais abertos paralelos às linhas de plantio. Deve-se evitar excesso de umidade no solo, que propicia a incidência de doenças de solo e a lixiviação de nutrientes. Outra limitação desse sistema é a necessidade de uso intensivo de mão de obra, elevando o custo final de produção.

 

b) Aspersão tradicional: as principais vantagens são a durabilidade do equipamento (normalmente canos de PVC) e a facilidade de deslocamento e instalação em outros locais da propriedade. Como limitação, o sistema de aspersão favorece a incidência de doenças da parte aérea.

 

c) Gotejamento: requer menos disponibilidade de água em relação aos demais sistemas de irrigação. Proporciona, ainda, mais economia no manuseio dos equipamentos e menor gasto de energia. A fertirrigação pode ser utilizada com menor gasto de mão de obra, porém, os fertilizantes altamente solúveis são mais caros que os fertilizantes sólidos tradicionalmente aplicados na cultura. Na escolha do sistema de irrigação, devem ser levados em conta a disponibilidade e o custo dos equipamentos e da mão de obra para cada local e região de cultivo.

 

Herbicidas: para obter informações atualizadas sobre os herbicidas registrados para a cultura do tomateiro, consultar: http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/ principal_agrofit_cons.

 

Principais pragas: mosca-branca, pulgões, vaquinha, tripes, ácaros, mosca- -minadora, lagartas, percevejos, traças, broca-pequena-do-fruto e broca-grande-do-fruto.

 

Principais doenças: mancha bacteriana, pinta bacteriana, cancro bacteriano, talo oco, requeima, pinta-preta, septoriose, mancha-de-estenfílio, oídio, mofo-cinzento, murcha-de-fusário, murcha-de-verticílio, podridão-de-esclerócio, murcha-bacteriana, cancro-bacteriano, mancha-bacteriana, pinta-bacteriana, vira-cabeça-do-tomateiro ou tospovirose, mosaico (PVY, PepYMV), begomovirose ou geminovirose, tobamovirose (ToMv), crinivirose (TICV, ToCV) e nematoides.

 

Observação: para obter informações atualizadas sobre os agrotóxicos registrados para a cultura do tomateiro, consultar: http://agrofit.agricultura.gov.br/ agrofit_cons/principal_agrofit_cons.

 

Colheita: inicia-se aos 85 dias da semeação ou 50 dias da floração e dura de dois a três meses, dependendo do estado fitossanitário da lavoura e da poda, ou não, dos ponteiros. O fruto deve ser colhido seco e maduro ou de vez ou verde, conforme a cultivar, a época e a preferência do mercado consumidor.

 

Produtividade normal: 200 a 400 caixas de 23 kg/1.000 plantas ou 60 a 120 t ha-1.

 

Rotação: milho, soja, cana-de-açúcar e adubos verdes não hospedeiros de pragas e doenças do tomateiro.

 

 

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