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Aprenda como adubar as pastagens

April 16, 2019

ADUBAÇÃO DAS PASTAGENS


Os nutrientes mais limitantes nas pastagens, normalmente, são o fósforo e o nitrogênio. As forrageiras respondem significativamente à adubação fosfatada, resultando em prática economicamente viável tanto no estabelecimento como na manutenção. O fósforo é conservado no sistema, ligando-se aos compostos orgânicos e aos óxidos do solo num processo conhecido como fixação, com perdas insignificantes é exigido pelas plantas em pequenas concentrações, especialmente após a pastagem implantada.


A aplicação de fósforo contribui para aumentar a produção de matéria seca das pastagens (Rees, 1981; McLean & Kerridge, 1987), com conseqüente aumento do teor do elemento na planta e da qualidade da forragem disponível (McLean & Kerridge, 1987; Schunke et al., 1991).

A adubação fosfatada estimula a absorção de N pela planta como conseqüência da correção da deficiência de P do solo e de um aumento da eficiência no ciclo do N, porém seu efeito sobre a mineralização do nitrogênio do solo é menos consistente.

 

Em pastagem de Brachiaria decumbens, implantada em solo arenoso e adubada com fósforo, Schunke et al. (1992) obtiveram aumentos de 100% na produção de matéria seca da parte aérea da planta (Tabela 3), com aumento significativo da quantidade de palha depositada sobre o solo e da disponibilidade de raízes recicladas no sistema. A mineralização do nitrogênio do solo também foi beneficiada, porém de forma menos intensa.  
 

 

 
O potássio também é deficiente em grandes áreas de solos sob pastagens.

 

Quando o fósforo foi aplicado com o potássio, em uma pastagem de B. decumbens consorciada com Stylosanthes cv. Campo Grande (Tabela 4), a produção de palha teve um acréscimo significativo (P<0,01) de aproximadamente 1.500 kg/ha depositando no solo 20 kg/ha de N e 3 kg/ha de P a mais do que o tratamento sem adubação. Também acelerou o processo de decomposição da palha depositada no solo e aumentou a disponibilidade de raízes medida a diferentes profundidades que foi superior em 883 kg/ha. Nesta situação, a adubação não afetou significativamente a mineralização total do N da matéria orgânica do solo, mas favoreceu a nitrificação (Schunke et al., 1999).

 

Ainda que a adição de fósforo estimule a mineralização do N em algumas situações, a degradação das pastagens em solos arenosos parece estar ligada especificamente à deficiência de fósforo para o crescimento das plantas.

A deficiência desse elemento também aumenta o risco de perdas de N por lixiviação uma vez que mais N-mineral estará disponível no solo durante a estação seca. A adição de P à pastagem de gramínea pura resulta em um aumento de produtividade temporária, com uma maior demanda por N e uma maior ciclagem de N nos diferentes compartimentos do sistema solo-planta-animal.  

 

 


Considerando que o aumento da produção de palha e do sistema radicular em pastagens adubadas com P proporciona uma reciclagem de N mais eficiente, o aumento da taxa de lotação, pelo aumento da produtividade da pastagem, deverá mudar a rota das perdas de N, passando da lixiviação para as perdas atmosféricas (volatilização da amônia e desnitrificação do N excretado pelo animal).

 

Assim, sem a reposição do N perdido, que poderá ser tanto pela introdução de leguminosas como pela adoção de uma pressão de pastejo adequada, a exaustão de N do solo poderá permanecer a mesma daquela anterior à adubação ou ainda ser acelerada pela adubação fosfatada.

 

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